MPF recomenda que Mauro Nazif não efetue pagamentos a três construtoras


Operação Sempre MPF



Construtoras Castilho, Enpa e Madecon são suspeitas de envolvimentos em irregularidades

                            O  Ministério  Público  Federal  (MPF)  entregou  hoje,  seis  de  fevereiro,
recomendação  ao  prefeito  Mauro  Nazif  para  não  efetuar  pagamentos  às  construtoras
Castilho, Enpa e Madecon,  suspeitas de envolvimento em irregularidades na prefeitura
durante a gestão anterior. A recomendação foi entregue ao prefeito durante reunião com
o  procurador  da  República  Reginaldo  Trindade,  na  sede  do  MPF  em  Porto  Velho.  A
reunião tratou da situação das obras paralisadas na capital.

              A contar de hoje, Mauro Nazif tem dez dias para informar as medidas que serão
adotadas  em  relação  à  recomendação  e  tem  prazo  de  90  dias  para  enviar  relatórios
conclusivos das auditorias que devem ser feitas pela prefeitura.

              Na continuidade da Operação Sempre MPF, as investigações apontaram que há
graves  suspeitas  de  que  as  três  construtoras  teriam  participado  de  esquema  ilícito.  O
MPF  analisou  as  doações  eleitorais  à  campanha  do  ex­prefeito  Roberto  Eduardo
Sobrinho e constatou que a empresa Castilho doou cem mil reais e que a Enpa fez sete
doações distintas totalizando 260 mil reais.

              Outros fatos também são apontados pelo MPF como suspeitos. Depoimentos de
testemunhas revelaram que na gestão anterior os funcionários da Secretaria Municipal
de Obras (Semob) receberam ordem para fornecer asfalto para as empresas Madecom,
Enpa e Castilho. Estas construtoras ganharam diversas licitações da prefeitura de Porto
Velho, totalizando juntas o valor de contratação de, no mínimo, 59 milhões reais.

              O procurador da República Reginaldo Trindade também recomendou que o
prefeito  Mauro  Nazif  realize  auditoria  geral  nos  contratos  firmados  com  estas
construtoras; faça levantamento detalhado do que foi pago e tudo que não deveria ter
sido  pago;  e  responsabilização  das  empresas  por  eventuais  irregularidades  cometidas

Fonte: MPF/RO (www.prro.mpf.gov.br)

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