quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vereador agride radialista em Brasiléia




O radialista Marcos Lima, da Rádio Cidade 91.9, do município de Brasiléia foi agredido à socos e pontapés pelo vereador e ex-presidente da Câmara do Município, Raimundo Lacerda (PC do B), na noite de terça-feira, 10, quando chegava da cobertura da manifestação dos trabalhadores rurais, que bloquearam BR-317 entre Brasiléia e Assis Brasil.A agressão aconteceu por volta das 00h30min. O radialista foi surpreendido com um soco e chegou a ser derrubado no chão e chutado. Marcos Lima está bem e registrou ocorrência na polícia ainda durante a madrugada.Marcos Lima ocupa o espaço das manhãs na Rádio Cidade, onde faz a leitura dos sítios de noticias e jornais impressos de circulação no Estado, destacando as matérias críticas e relatando irregularidades da administração municipal. Marcos relata que não foi o primeiro a ser agredido pelo vereador. “Outras pessoas, inclusive eleitores, já conheceram o cartão de visitas de Lacerda”, diz um morador revoltado com o ocorrido.

Na segunda-feira, 09, o programa de Marcos Lima divulgou com exclusividade o bloqueio da BR-317, por trabalhadores rurais descontentes com o abandono dos ramais na zona rural de Brasiléia. A cobertura foi durante todo o dia, com depoimentos e apelos dos agricultores, que não aliviaram nem mesmo os vereadores, criticados duramente pela omissão em relação aos produtores do município.Segundo o radialista, as ameaças começaram quando ele denunciou que a prefeitura estava trabalhando em terrenos de particulares, utilizando os equipamentos da administração para favorecer terceiros. Moradores revoltados da periferia de Brasiléia levaram ao conhecimento do radialista as obras de aterro em um terreno de propriedade da irmã do presidente do sindicato rural do município, Josildo Rodrigues.

Na intempestiva abordagem, o vereador Raimundo Lacerda ainda ameaçou o radialista, que se estivesse armado no momento da agressão, Marcos Lima levaria um tiro para aprender a respeitar as autoridades de Brasiléia.O radialista foi agredido em pleno centro da cidade, em frente a sua residência. Marcos Lima fez exame de corpo de delito e pretende entrar com uma ação pedindo reparação pela violência sofrida.
Ray Melo - oriobranco.net

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O povo é quem vai decidir!

Por 223 votos favoráveis e 123 contrários, o plenário da Câmara autorizou a realização da consulta popular sobre a mudança da hora oficial


A Câmara aprovou nesta terça-feira o projeto do deputado Flaviano Melo (PMDB-AC) que autoriza a realização de referendo no Acre sobre a mudança do fuso horário. Agora, o projeto vai à votação no Senado. Foram 223 votos favoráveis, 123 contra e cinco abstenções. Da bancada do Acre, apenas Flaviano e o deputados Sérgio Petecão (PMN-AC) votaram a favor da população se manifestar no referendo.
Fernando Melo (PT-AC), Gladson Cameli (PP-AC), Henrique Afonso (PV-AC), Nilson Mourão (PT-AC) e Perpétua Almeida (PCdoB-AC) votaram contra a consulta popular. O deputado Ilderlei Cordeiro (PPS-AC) não apareceu em plenário para votar. Na comissão de Finanças e Tributação, Cordeiro foi designado para relatar a matéria. Passados quase dois meses, ele sequer emitiu parecer. Confira aqui o resultado da votação
O projeto dá direito ao eleitor acreano decidir se quer ou não que o horário oficial do Acre permaneça com uma hora de diferença em relação ao de Brasília, como determina a Lei 11.662, de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), sancionada em maio do ano passado pelo presidente Lula. Até então, a diferença do fuso horário do Acre era de duas horas a menos em relação à Brasília.
O referendo foi proposto por Flaviano depois da sanção da Lei 11.662, de 24 de abril de 2008, que alterou o fuso horário no Acre, no Pará e em parte do Amazonas. A mudança da hora oficial surgiu de um projeto Viana, que alterou a hora oficial do Estado sem qualquer consulta prévia à população. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL 981/2008) de Flaviano prevê que o referendo seja realizado concomitantemente com a primeira eleição subseqüente à aprovação do projeto.

Nilson faz manobras contra

Durante a votação, o PT tentou, de todas as maneiras, impedir a realização do plebiscito para que a população do Acre pudesse decidir sobre a mudança do horário. As manobras foram lideradas pelos deputados Nilson Mourão (PT-AC) e Perpétua Almeida (PCdoB-AC). Mourão pediu socorro ao vice-líder do PT, José Genoino (SP), que, por meio de requerimento, propôs a retirada do projeto de Flaviano da pauta de votação. Fora derrotado.
Nervoso, Mourão afirmava ser contra a realização do referendo concomitantemente com as eleições, como prevê o projeto. Perpétua também seguiu a mesma linha. Para a deputada, o referendo seria um assunto interno do Acre e por essa razão, segundo ela, não deveria ser discutido no plenário da Câmara. Seus argumentos foram rechaçados pelos deputados Sérgio Petecão (PMN-AC) e Flaviano Melo (PMDB-AC), autor da proposta.
Para Flaviano, o PT manobrou contra a votação em favor do referendo por que o autor do projeto transformado na Lei 11.662, o senador Tião Viana (PT-AC), propôs a mudança do fuso horário sem consultar a população. "Agora, eles (o PT) não quer o referendo por que está com medo de encarar a população". Flaviano lembrou que a mudança do fuso horário está prejudicando as pessoas, "as crianças, principalmente, que saem de casa ainda no escuro para ir á escola". Disse que tal situação expõe as pessoas a perigos, uma vez que a violência no Acre tem aumentado nos últimos meses.

Petecão denuncia manobra

Outro deputado que votou a favor do referendo, o deputado Sérgio Petecão, denunciou que o PT tentou impedir a realização do referendo desde que o projeto de Flaviano tramitava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Segundo Petecão, a bancada do PT acreano manobrou e votou contra o referendo porque sabe que o acreano não aceita mudar a hora oficial do Estado. Petecão avalia que, no referendo, o acreano não aceitará a mudança do fuso, "empurrada goela abaixo, de maneira ditatorial".
De acordo com Petecão, os deputados da base do governo, sempre liderados por Nilson Mourão e Perpétua Almeida, protelaram, de várias maneiras, a tramitação de matéria. Mourão, por exemplo, pediu a realização de um estudo para saber os custos da realização de um referendo.
"Ele (Nilson) fez de tudo para impedir que a população do Acre exerça a democracia, votando no referendo", disse Flaviano, que fez uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi informado que o referendo não traria custos adicionais ao País. Um dos argumentos do PT era de que a consulta implicaria em gastos extras.

Chico Araújo, de Brasília

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

À disposiçao do mercado de trabalho

Desde o dia 20 de outubro que nao exerço, como exercia diariamente minha profissão de jornalista. Em comum acordo, reincidí o contrato de trabalho onde por dois anos fui o jornalista responsável pelo site noticiasdahora.

Sem ocupação integral, estou á disposiçao do mercado de trabalho, recebendo propostas para "bicos", e outros serviços dentro da área.

Para noa ficar totalmente fora do mercado de trabalho, continuo na assessoria de impresa do Sindcol, pelo menos por enquanto.

Um grande abraço, e até o proximo emprego, rsrsrsrsr!!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Bispo Dom Moacir presta depoimento no julgamento do “crime da motoserra”


Bispo Dom Moacir presta depoimento

no julgamento do “crime da motoserra”


# Religioso demonstrou esquecimento de alguns fatos já comentados por ele em depoimentos e disse que seu principal informante tinha “mais imaginação que verdade”

O bispo de Porto Velho (RO), Dom Moacir Grecchi, que ocupou o mesmo cargo em Rio Branco, onde morou de 1972 a 1999, foi uma das testemunhas arroladas pelo juízo a depor da tarde desta segunda-feira (21), no julgamento do “crime da motossera”. Ele falou sobre o clima que imperava no Acre em relação ao acusado Hildebrando Pascoal, mas disse não haver presenciado nenhum crime, nem ter sido ameaçado.

Dom Moacir demonstrou esquecimento de algumas informações que prestou anteriormente, o que atribuiu à idade, já que está com 73 anos. Ele afirmou que a pessoa (seu informante) que acreditava ter conhecimento sobre crimes de Hildebrando, tinha “mais imaginação que verdade”.

Segundo Dom Moacir “era voz corrente” na década de 90 que Hildebrando era o “mentor intelectual” de muitos crimes no Acre. Que na época dizia-se que ele era envolvido com drogas, assassinatos, soltura de presos e era acionado para “cobrar contas”.

Sobre o assassinato de Agilson Firmino dos Santos, o “Baiano”, ele disse que viu as fotos e ficou chocado com o crime. Um delegado da Polícia Civil, que não recordava o nome, lhe disse que o mecânico foi morto e serrado com um motoserra, em uma serraria do bairro Aeroporto Velho. Que o mesmo delegado lhe afirmou possuir bilhetes de Hildebrando pedindo para soltar presos que eram envolvidos com droga.

O bispo disse que se as autoridades do Acre não era coniventes com os crime de Hildebrando, mas havia complacência e medo. Ele lembrou de uma reunião no Tribunal de Justiça onde Hildebrando entrou chutando a porta e afirmando que mataria assassino de seu irmão e quem interferisse. Segundo o bispo, o desembargador Arquilau de Castro Melo foi quem lhe informou do fato e que nada foi feito. “O Arquilau veio até mim e disse: somos reféns de um bandido”, friso Dom Moacir.

Outro fato comentado pelo Bispo foi sobre ameaça que o médico legista sofreu de Hildebrando para dar um laudo conivente. “O doutor Querioz veio à minha casa e me mostrou a carta que mandou pro governador. Ele nem quis mais ficar aqui”. Dom Moacir afirmou não recordar com conteúdo da carta, mas questionado pelo promotor Álvaro Pereira, que lembrou de um depoimento por carta precatória, em Porto Velho, disse ter relembrado do fato que o médico teve arma na cabeça pra fazer autopsia de “Baiano”.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

TRE/AC julga recurso contra prefeito de Feijó

O Tribunal Regional Eleitoral do Acre julga nesta terça-feira (08) o recurso eleitoral n. 359, impetrado por Raimundo Pinheiro contra o prefeito de Feijó, José Juarez Leitão dos Santos (PT), e seu vice, Marcus Antônio Cavalcante Lima. De acordo com a acusação de Pinheiro, candidato derrotado nas eleições de 2008, o prefeito de Feijó teria cometido abuso de poder econômico, abuso de poder político e captação ilícita de sufrágio (compra de votos). O juízo da 7ª Zona Eleitoral de Feijó já se manifestou pela improcedência do recurso, ao alegar insuficiência de provas. O relator do processo no TRE é o juiz federal Jair Facundes.

Na mesma sessão, os juízes julgam ainda três representações contra doações irregulares de campanha.

Fonte: Ascom/TRE

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sinjac recorre contra portaria que limita trabalho da imprensa no Tribunal do Júri



# Recurso foi protocolado na manhã desta quinta-feira (03) no Conselho de Administração do Tribunal de Justiça


Ezi Melo

Com a presença de vários profissionais da imprensa acreana, o Sindicato dos Jornalistas do Acre (Sinjac) protocolou, na manhã desta quinta-feira (03), recurso contra a portaria que limita a cobertura jornalística nos julgamentos na Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco. Elaborado pelo advogado Jonathan Santiago, o recurso foi interposto junto ao Conselho de Administração do Tribunal de Justiça.

A Portaria Nº 08, que restringe o trabalho da imprensa durantes as sessões do júri popular, é de autoria do juiz titular da Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, Leandro Leri Gross. Foi publicada no Diário da Justiça de 20 de agosto e invoca o direito constitucional do réu à sua imagem.

No recurso, o advogado do Sinjac questiona que a portaria não leva em consideração a hipótese do réu querer ser filmado ou fotografado, o que é também um direito. Ele argumenta, ainda, o direito da sociedade à informação, o que é violado pela portaria, assim como o “Estado Democrático de Direito”.

“Sem liberdade de imprensa, decerto, não há democracia”, diz o advogado no recurso protocolado em nome do Sinjac. Já o presidente da entidade, repórter fotográfico Marcos Vicenti, durante o ato realizado para protocolar o documento, lembrou que o Tribunal de Justiça do Acre sempre manteve um bom relacionamento com a imprensa e que é a manutenção deste bom relacionamento que está se buscando com o recurso.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

SINJAC repudia decisão de juiz

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac) repudia as restrições à liberdade de expressão decorrentes da Portaria nº 8, assinada pelo juiz Leandro Leri Gross, titular da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco.

O juiz tenta desconstruir a relação de respeito da Imprensa para com o Judiciário do Acre a pretexto de regulamentar o trabalho de repórteres fotográficos e cinegrafistas durante a sessão de julgamento do "crime da motosserra", marcado para 21 de setembro, tendo como réus Hildebrando Pascoal, Pedro Pascoal, Alex Barros e Adão Libório.

De acordo com a portaria, não será permitido filmar ou fotografar os acusados no interior do plenário, sendo que imagens ou fotografias poderão ser obtidas do lado externo, onde existe uma porta de vidro fumê com cortina.

Ao proibir filmagem, foto, celular e laptop durante o júri, além de impedir que o debate do julgamento seja transmitido ao vivo em telão, o magistrado dá prova de desconhecimento do papel desempenhado pela imprensa do Acre no esforço da sociedade para desmobilizar o crime organizado no Estado.

O ex-deputado Hildebrando Pascoal chegou a invadir o Tribunal de Justiça do Acre para ameaçar desembargadores quando as autoridades do Estado começaram a se mobilizara para investigar o terror imposto por seu bando na vida social acreana.

O ex-comandante da Polícia Militar do Acre chegou a obrigar uma repórter a engolir uma página de jornal contendo informações consideradas desfavoráveis aos interesses dele.

Hildebrando Pascoal é acusado de ter usado uma motosserra para fatiar uma de suas vítimas, tendo arrastado seu corpo em carro pelas ruas de Rio Branco, abandonado-o próximo de uma emissora de TV na tentativa de intimidar os jornalistas.

A Imprensa do Acre sempre teve acesso ao Tribunal do Júri sem desrespeitar o direito de proteção de jurados e testemunhas.

O Judiciário do Acre já deu prova de maturidade quando realizou com máxima transparência o julgamento do caso Chico Mendes em Xapuri (AC) há quase 20 anos.

Esperamos que o presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Pedro Ranzi, faça prevalecer o bom senso em relação ao acompanhamento da Imprensa no desfecho de um crime que ainda atormenta a sociedade brasileira.

Marcos Vicentti
Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre
Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)